gestão ágil de projectos multimédia
29
Out 09

.Quem serão os participantes no meu estudo? Como serão seleccionados?


Preferencialmente, os participantes do meu estudo serão membros de uma equipa de projecto (incluindo o respectivo gestor de projecto) que trabalhe na área de produção multimédia e que assuma a prática de metodologias de gestão e desenvolvimento ágil. Duas notas a considerar nesta escolha: em primeiro lugar, para além dos elementos da equipa, julgo provável a pertinência de envolver no meu estudo pessoas cujo cargo e funções se relacionem de forma significativa com o funcionamento do grupo (ou seja, independentemente do cenário que encontrar, levo já essa preocupação no bolso); em segundo lugar, assumir não significa necessariamente conseguir - será portanto da minha responsabilidade estar atenta a essa "pequena diferença" entre ser efectivamente ágil ou apenas se afirmar como tal. 
Quanto à selecção dos participantes, a amostragem por conveniência será a mais provável. Já foi discutida com a orientadora a delimitação do terreno onde procurar um cenário para o estudo de caso, mais concretamente entre âmbito empresarial ou académico. Apesar do segundo oferecer, a priori, uma maior flexibilidade à entrada de um observador, carece de uma figura singular ou individual que se constitui como elemento crítico no esqueleto da gestão ágil - o cliente. Portanto, seguimos para o âmbito empresarial.   
Assim sendo, seria, obviamente, muito satisfatório poder escolher de entre um leque variado de cenários e poder jogar com os contextos mais ricos, mas dadas as constrições de tempo e a flexibilidade exigida à empresa que aceitar acolher a minha presença, há que ser realista e perceber que a primeira opção que se considere viável será provavelmente a que seguirá em frente. 


.Que dados necessito para o meu estudo?


Assim "de repentemente", precisarei de informação muito variada, nomeadamente:

.Papel do gestor de projecto (que funções assume,...)
.Desenvolvimento do produto/serviço (duração das iterações, atribuição das tarefas,...)
.Equipa de projecto (como é formada a equipa, como interagem os membros, que poder de decisão têm,...)  
.Cliente (quando está presente, que influência tem,...)
.Planificação do projecto (quem é responsável, como se processa, quando é revista,...)
.Reuniões (com que frequência, quem está presente, que assuntos são discutidos,...)
.Comunicação (ferramentas usadas para difusão,...)  


.Como vou recolher os dados para o meu estudo? Que instrumentos preciso de adaptar/criar/validar e aplicar?

Naturalmente, terei de "jogar com o que me for dado", mas tendo em conta as possibilidades em aberto, poderei criar grelhas de observação, questionários, guiões de entrevista,... É claramente uma questão que terá resposta muito em breve.


22
Out 09

.Autores de maior importância para o meu estudo

 

{Terei de passar uma certa redundância nesta actividade visto que os autores que neste momento considero como fundamentais para o meu trabalho são os das obras que apresentei na passada actividade.}


.: Jim Highsmith - um dos fundadores do Manifesto for Agile Software Development e autor do livro que constituirá provavelmente o mais completo guia acerca da gestão ágil
: Agile Project Management: Creating Innovative Products.

 
.
: Mike CohnCom vasta experiência na metodologia SCRUM, é também autor de uma obra de grande pertinência que faz uma análise exaustiva do acto de planificar e estimar em contexto ágil.


.: Michele Sliger e Stacia Broderick - trabalhando na gestão de projectos há vários anos, têm-se dedicado à temática da transição entre a gestão tradicional e a ágil. Tendo elas mesmas "atravessado" a ponte, focam-se agora em ajudar todos os interessados a fazer o mesmo.

 

Acrescento apenas outras figuras que vejo como bastante referenciadas neste domínio de estudo e que estão debaixo de olho: Ken Schwaber, Robert C. Martin, Mary and Tom Poppendieck.


.Qual a metodologias que, neste momento, considero mais adequada para o meu projecto de investigação? Porquê


Já foi mencionada neste espaço e mantém-se como a hipótese mais adequada: estudo de caso.

A razão é simples - uma investigação como a minha, incidente na temática de gestão ágil de projectos, tem certamente muitos conteúdos a explorar num plano teórico, mas veste-se de uma muito maior riqueza se avançar para um terreno prático. Interessa-me saber como funciona uma equipa ágil, como actua um gestor ágil, como se dinamizam as práticas ágeis no quotidiano da produção multimédia em Portugal; que tácticas usam na reacção à mudança, como controlam o progresso do trabalho; procuro respostas e exemplo concretos, tangíveis, mais do que orientações de um guia de gestão. Até porque se há máxima presente no âmbito desta matéria é a de escolher a abordagem mais adequada a cada projecto - logo, a aprendizagem que procuro está na experiência, na vivência prática de um desses projectos.




18
Out 09

Já um pouco mais tarde do que esperava, chega um novo ponto de situação. A reunião com a orientadora, decorrida na passada 5ª (dia 15), circulou em torno da análise de um primeiro esboço de mapa conceptual. A conversa tida determinou que o dito embrião, ainda que em estado razoável, levasse com mais uns enfeites para o caminho. Assim pretende-se:


- dar presença a uma perspectiva histórica da gestão de projectos multimédia (esta abordagem não só permitirá um emoldurar significativamente da comparação que se pretende fazer entre metodologias tradicionais e ágeis como também dará espaço ao conceito da "gestão 2.0", espaço merecido pela pertinência actual de toda a panóplia da web 2.0);


- discutir o paradoxo da criação livre versus a agilidade no processo de desenvolvimento. Trocando por miúdos, problematizar a questão "se querem tudo tão 'ágil', tão reactivo, como dão espaço ao processo criativo e às pausas e intervalos que este exige?".

 

E com o mapa mais preenchido, avançaram duas novas metas. A primeira, marcada para dia 22, consiste em elaborar fichas de leitura para as obras de maior pertinência (as quatro cimeiras estão inclusivamente no mapa conceptual) - esta tarefa procurará garantir uma maior segurança da minha parte nos conteúdos recolhidos, preparando terreno para uma segunda meta a 26 - uma primeira tentativa verticalização dos conteúdos do mapa na forma de índice. Naturalmente, entre 26 e 30, esperam-se discussões, correcções, melhoramentos, etc. e etc., até que o produto esteja adequado para venda.

Mapa conceptual - Gestão ágil de projectos multimédia

09
Out 09

Uma vez que a meta definida entre as duas primeiras reuniões se encaixa com os predicados da actividade seminarista, optei por fundir as duas páginas. Assim sendo, no segundo ajuntamento (realizado hoje) foi apresentado um primeiro levantamento bibliográfico. Obviamente, esta recolha não será, neste momento, a mais consistente – há que respeitar o carácter avulso das leituras deste período – mas, a seu espaço e tempo, maior definição chegará. Deste breve levantamento, apresento abaixo quatro recursos de maior consideração e identifico os argumentos que determinaram tal posto. 

 

Jim Highsmith
Agile Project Management: Creating Innovative Products

2004
  (existe uma edição de 2009 à qual ainda não consegui deitar as mãos)


.Highsmith é claramente um autor de referência nesta área e este livro em particular será dos mais completos guias acerca da gestão ágil de projectos. Debruça-se sobre a revolução ágil e o seu impacto na nova forma de desenvolver produtos; identifica valores e princípios que guiam esta tipologia de gestão; explicita as fases em que os projectos se devem dividir e as práticas concretas que incorporam os princípios de agilidade e que potenciam os resultados obtidos.   
 


Alistair Cockburn
Agile Software Development: The Cooperative Game

2006


.A par com Highsmith, Cockburn editou The Agile Software Development Series (uma série que naturalmente será fonte de muita informação a recolher ao longo deste trabalho – aliás, as três primeiras obras desta lista pertencem-lhe). E neste livro, que pressupõe o desenvolvimento ágil como um “jogo cooperativo de invenção e comunicação”, o autor explicita o modelo ágil, a sua evolução e dá respostas a perguntas emergentes da transição gestão tradicional > gestão ágil. É um livro de carácter bastante prático que releva questões acerca da comunicação e colaboração dentro das equipas de projecto.

 

Michele Sliger e Stacia Broderick
The Software Project Manager's Bridge to Agility

2008


.Este livro procura servir o propósito de ajudar um qualquer gestor de projectos a entrar no universo da gestão ágil. Esta travessia faz-se ao longo de três etapas. Uma primeira de apresentação e explicitação da gestão ágil e comparação geral da sua essência à da metodologia tradicional (personificada pelo Project Management Institute Body of Knowledge Guide). Uma segunda na qual se efectua uma detalhada análise das diferenças e semelhanças entre gestão tradicional e ágil, não só no que diz respeito a valores e princípios, como também nas diferentes dimensões de gestão projectual (risco, custos, tempo, qualidade, etc.). E uma terceira etapa em que o discurso procura responder às questões que despertam depois de passada a ponte.  

 

Mike Cohn
Agile Estimating and Planning

2008


.Mike Cohn, mentor de Michele Sliger nesta área, é autor deste livro que traduz uma abordagem ágil aos processos de estimar e planear. O autor esclarece, numa primeira parte, a necessidade de planeamento num projecto e o porquê desta actividade tantas vezes falhar. Num segundo momento, debruça-se sobre o processo de estimação segundo duas formas e faz considerações sobre a decisão da forma de estimar. Mais à frente, discute uma série de questões sobre como potenciar o planeamento, como calendarizar, como lidar com controlo do progresso e com a comunicação. Conclui com um capítulo que interpreta o sucesso dos projectos ágeis.      

 

A próxima semana avizinha-se recheada de leituras mais cavadas, tanto a estas como a outras obras já recolhidas ou mesmo a outras que estão por recolher. Nos entretantos, já ficaram definidas duas novas metas para a próxima 5ª feira, dia 15:

 

.: a criação de um mapa visual que exponha os diferentes conceitos que se vão firmando à medida que o enredo se afasta daquela ambiguidade de primeiras semanas;
.: uma procura/leitura de estudos de caso em âmbito de projectos ágeis no sentido de encontrar particularidades que possam ser interessantes para este trabalho (e.g. um cenário interessante de replicar, um contexto especialmente rico,…).


05
Out 09

i .porque escolhi este tema?

A escolha deste tema prende-se com duas questões fundamentais:

.: o meu interesse pela área de metodologia projectual;

.: a sua actualidade em contexto nacional – apesar do manifesto que marca o seu nascimento datar de 2001, a gestão ágil ainda é uma criança pelos nossos lados.

ii .qual a pergunta de partida?

Vestindo os objectivos estabelecidos até ao momento sob a forma de pergunta, o trabalho a desenvolver responderia às seguintes questões: 

.: quais as lógicas de produção multimédia actualmente utilizadas em Portugal, considerando a dimensão da gestão projectual?

.: quais as forças e fragilidades da gestão ágil de projectos multimédia?

.: qual o impacto do uso de metdologias ágeis na qualidade final dos projectos multimédia?

.: quais as diferenças mais significativas entre as metodologias ágeis e as tradicionais, nomeadamente face a parâmetros como tempo, custo e recursos?

 

iii .título provisório

Gestão ágil de projectos multimedia em Portugal

iv .(not) gonna do? perhaps i'll do? don't have clues?

No que toca a possibilidades ainda nubladas, está a ser considerada uma eventual realização de  um estudo de caso. Parece-me importante que este trabalho traduza uma perspectiva bem consciente dos cenários práticos da gestão projectual. Sendo que a tendência de gestão em foco se impregna tanto de uma constante necessidade de reacção à mudança e valoriza a interacção e a colaboração entre os agentes envolvidos, parece-me justo afirmar que o trabalho a desenvolver será bastante enriquecido por uma análise bem “terrena”.

 


.A primeira reunião serviu alguns dos propósitos elementares desta fase de trabalho, desde a marcação dos ajuntamentos futuros (a decorrer quinzenalmente) à comunicação de algumas considerações práticas a ter sempre presente. Definiu-se ainda uma meta para a semana seguinte – a realização de um primeiro levantamento bibliográfico que reúna obras relevantes e que identifique palavras-chave/temáticas de cada uma.

 


Manifesto for Agile Software Development

 

We are uncovering better ways of developing
software by doing it and helping others do it.
Through this work we have come to value:

 

Individuals and interactions over processes and tools
Working software over comprehensive documentation
Customer collaboration over contract negotiation
Responding to change
over following a plan

 

That is, while there is value in the items on
the right, we value the items on the left more.

 

©2001 by Kent Beck, Mike Beedle, Arie van Bennekum, Alistair Cockburn, Ward Cunningham, Martin Fowler, James Grenning, Jim Highsmith, Andrew Hunt, Ron Jeffries, Jon Kern, Brian Marick, Robert C. Martin, Steve Mellor, Ken Schwaber, Jeff Sutherland, and Dave Thomas.

 

.O manifesto acima serve de introdução ao percurso que preencherá este espaço nos próximos meses. Um percurso formalmente apelidado de dissertação clássica sobre o tema “Gestão ágil de projectos multimédia em Portugal”.

 

 

 


mais sobre mim
Outubro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

19
20
21
23
24

25
26
27
28
30
31


arquivos
pesquisar blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO