gestão ágil de projectos multimédia
27
Nov 09

Respostas da minha caríssima colega Cátia Resende à flash interview desta tarde.  Para mais informações sobre este projecto, que se debruça sobre usabilidade de interfaces para crianças, é favor consultar catiaresende.blogs.sapo.ua.pt.

.: De que forma enquadras a tua investigação no actual paradigma da web social?

O meu projecto enquadra-se neste paradigma na medida em que consiste na construção de uma rede social de leitores onde consta a partilha de conteúdos e o principal elemento agregador é o livro.

.: De que forma a tua investigação poderá contribuir para alterações de atitudes e comportamentos?

Poderá contribuir essencialmente para alterações de hábitos de leitura e para uma maior aproximação ao livro, considerando o público-alvo. As crianças mais pequenas poderão também adquirir a noção de rede social e de partilha de conteúdos. 

.: A tua investigação centra-se numa lógica de valorização do indivíduo ou de uma organização?

Penso que se centra mais na valorização do indivíduo enquanto elemento potenciador na geração de conteúdos e na partilha dos mesmos, mas também se centra na valorização de uma organização (neste caso, uma biblioteca digital) porque é o elemento central do processo de interacção entre utilizadores.

.:
A tua investigação explora uma lógica entusiasta ou uma lógica crítica?


Parece-me que a minha investigação explora uma lógica entusiasta porque potencia o cenário de rede e partilha de leituras com base nas forças do paradigma da web social.

.: De que forma a tua investigação actua na interdependência tecnologia-sociedade?

Este projecto actua na interdependência tecnologia-sociedade na medida em que consiste numa rede social, constituída por crianças, onde o objectivo é propiciar os hábitos de leitura e a partilha de conteúdos através da tecnologia.


A fim de esclarecer uma questão que até a mim (confesso) havia turvado a perspectiva, surge um final comentário à reviravolta já narrada. Na última actualização, finalizei o meu discurso  referindo-me ao receio de haver muita tarefa para realizar em pouco tempo. Este receio foi reforçado quando procurei começar a organizar, de forma concreta, o trabalho exploratório a realizar ainda este semestre. Em grosso modo, instalou-se a ideia de que para aproveitar todas as oportunidades seria preciso que o estudo se limitasse a uma abordagem teórica - consequentemente, para assumir uma exploração mais prática, nomeadamente no cenário do Lab SAPO, seria provavelmente necessário deixar cair alguma das etapas em jogo.  Emergia, assim, uma necessidade de repensar a investigação e de perceber qual das duas possibilidades seria mais vantajosa.

Prontamente marquei reunião com a orientadora e cedo me apercebi que a necessidade que havia emergido era mais de clarificar do que propriamente repensar ou modificar a investigação. Esta conversa ajudou-me a esclarecer duas questões fundamentais. Em primeiro lugar, a suma importância que a primeira fase (a recolha em cenário empresarial) vai ter para o posterior trabalho no Lab. De facto, o semestre vai estar dividido em dois momentos, mas estes momentos não são de forma alguma concorrentes, aliás, as diferenças entre as duas são bem claras - seja a diferença temporal, já que a primeira fase vai ser muito mais curta que a segunda; seja a diferença do papel assumido, um papel que no meio empresarial será de mera espectadora, observadora, e que no Lab assumirá funções mais práticas; seja ainda na própria relevância para o estudo - o objecto do estudo de caso é o Lab SAPO, logo, o grande foco a investigação será o segundo momento do semestre. Mas como muito bem reforçado na reunião com a orientadora, o trabalho a desenvolver nesse momento só tem a ganhar com um contacto prévio com uma forma prática de fazer gestão ágil, e daí a importância que a etapa em meio empresarial representa. Ir directa para o Lab SAPO em Janeiro para tentar experimentar ideias, pôr conceitos em prática, tendo apenas como sustento as leituras teóricas do primeiro semestre é um risco quase certo de patinagem muito pouco artística e cheia de quedas. E por mais que as quedas possam acontecer de qualquer das formas, certamente correrá melhor se houver um ponto de referência prático, um molde visitado, observado, tacteado.

A segunda questão que se clarificou diz respeito à forma que essa presença no cenário empresarial vai tomar. De facto, com as recentes reviravoltas, acabei por assimilar a ideia de que aproveitar a oportunidade discutida equivalia necessariamente a um "horário completo". Na realidade, e voltando à intenção inicial, o propósito é de manter o papel de espectadora/observadora e aproveitar os momentos em que a minha presença seja permitida. Tal cenário, por mais que possa pelos intervalos exigir alguma contrapartida da minha parte, já volta a estar mais próximo do caminho primariamente traçado e já me permite uma flexibilidade de tempo (que eu mesma terei de saber gerir) caso queira, nessa margem temporal, manter o trilho exploratório do Lab SAPO.


E assim, com menos poeira no ar, continuo o percurso que, no fundo, não se desviou assim tanto.




 


23
Nov 09

Como o próprio título deste post indica, as obras na casa não se ficaram pelo que relatei previamente. Na passada quarta-feira, dia 18, reuni-me com a minha orientadora e com Fernando Santos, da GFI Innovation, um contacto que se revelou um grande apoio dentro do domínio empresarial. Foram assim discutidas uma série de oportunidades a poder integrar nesta investigação e que passo apenas a mencionar brevemente uma vez que à semelhança da integração deste trabalho com o Lab SAPO, também a definição destas novas possibilidades está algo lacunar. Neste sentido, estão em jogo o acompanhamento de um projecto gerido agilmente, uma breve integração numa equipa empresarial a fim de proceder a uma recolha bem pragmática e quiçá uma entrevista a uma figura de peso no âmbito da gestão ágil nacional. Para além de abrir estas portas, a disponibilidade do nosso contacto revelou-se ainda na facultação de documentos e recursos de forte valor. Em suma, a passada semana revelou-se prenunciadora de muitas mudanças e de muito trabalho, mas simultaneamente auspiciosa. E perante esta série de oportunidades de ouro, há que agarrar todas! Junto apenas uma pequena ressalva, aproveitando para sumariar a conversa com o professor Luís Pedro na passada aula de Projecto. De forma alguma descurando o valor em potência que este trabalho ganhou nos últimos dias, é inevitável sentir um certo receio de ter demasiado em mãos e não conseguir chegar a tudo. Acredito que esse receio seja um reflexo imediato da "turbulência" com que esta investigação de repente cresceu. Consequentemente, acredito também que as próximas semanas, se levadas a cabo com a consciência de que é preciso assentar tudo muito bem, calendarizar cada etapa, preparar cada fase, aproveitar cada momento, acalmarão esse receio. Noutras palavras, quando tudo estiver reordenado, será tudo mais fácil de encarar. Mais uma vez e agora mais alto: siga!


17
Nov 09

Mais do que um ponto de situação, este post serve de marcação de uma viragem no rumo que se tem vindo a traçar para esta investigação. Há alguns dias foi feita uma proposta por parte do professor Carlos Santos no sentido deste estudo se poder envolver com o trabalho realizado no Laboratório do SAPO. Perante esta nova possibilidade, o trajecto previamente delineado sofre algumas alterações e, embora mantendo-se a intenção de realiza um estudo de caso, o foco do mesmo deixa de ser uma empresa e passa a ser o Lab SAPO. Renova-se também o objectivo primário da investigação: pretende-se agora a proposta de um modelo de desenvolvimento e gestão ágil para o novo cenário de estudo. Apesar deste remodelar de finalidades, mantém-se a intenção de recolher informação junto de uma empresa - ao fazê-lo numa fase inicial, tenciona-se garantir uma certa familiarização com as práticas actuais e quotidianas e um consequente enriquecer de competências que serão fundamentais no posterior desenvolvimento do modelo ágil. Acrescente-se ainda que esta remodelação traz consigo a necessidade de desde já se iniciar um trabalho exploração, de palpação deste novo terreno - um trabalho que se traduz em estar presente em reuniões, conhecer a dinâmica de funcionamento da equipa, compreender modos de interacção e comunicação, lógicas hierárquicas, etc. E efectivamente esse trabalho já começou. Na passada 2ª feira assisti à primeira reunião, tomando tantas notas quanto possível e procurando atentar a uma série de aspectos pertinentes para o âmbito da minha investigação.


Uma ressalva. Como será de prever perante a precocidade deste novo rumo, ainda há pontos a esclarecer e a assentar e os moldes que o trabalho a realizar vão preencher ainda não estão concretamente definidos. As próximas semanas servirão para definir e reajustar muita coisa. Só resta dizer: siga!


05
Nov 09
Índice provisório do enquadramento teórico - Gestão ágil de projectos multimédia

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